Importar dispositivos para o Sophos Mobile por CSV – verificações antes do registo
A importação por CSV é uma operação de escrita que cria entradas de dispositivos, não um registo dos dispositivos. A Sophos documenta o mesmo procedimento básico para Sophos Mobile / Mobile Device Management e Sophos Mobile Threat Defense. É necessário confirmar separadamente a edição utilizada e o registo posterior ou a configuração da aplicação. Uma entrada em Devices não comprova nem a gestão por MDM nem a ativação da proteção Intercept X. Os passos aqui apresentados foram verificados na documentação, não executados num tenant com um ficheiro CSV.
Antes da importação: autorização e ficheiro de exemplo
- No tenant correto, confirmar a edição e a função atribuída. A Sophos associa as funções Super Admin e Admin à função Administrator do Mobile, que pode executar as ações disponíveis. Help Desk/Helpdesk não pode criar dispositivos, Read-only apenas pode consultar e User não tem acesso ao Mobile. Antes da operação de escrita, verificar eventuais permissões diferentes ou restritas e a disponibilidade efetiva de Devices > Add > Import devices no próprio tenant. As páginas de importação não apresentam uma matriz de permissões mais detalhada para esta operação.
- Os utilizadores e os grupos de dispositivos já têm de existir no Sophos Mobile. Confrontar os dispositivos de destino e as associações pretendidas com o inventário aprovado. Tratar o CSV como um ficheiro potencialmente portador de dados pessoais: trabalhar apenas num local de armazenamento autorizado e com pessoas habilitadas. Trata-se de uma precaução, não de uma afirmação sobre colunas específicas do CSV.
- Em Import devices, descarregar o Example CSV disponibilizado para a edição e o ambiente efetivamente utilizados. Antes de preparar o ficheiro, verificar as respetivas colunas, ordem e campos obrigatórios ou opcionais. As páginas públicas de importação não indicam essas colunas. Não deduzir nomes de colunas, identificadores únicos ou campos obrigatórios a partir do formulário de adição manual de dispositivos. Sem verificar o Example CSV atual, não preparar um ficheiro para produção nem iniciar a importação.
- Definir um pequeno conjunto piloto autorizado e planear a verificação posterior do inventário. Nestas páginas, a Sophos não descreve o tratamento de dispositivos já existentes, chaves duplicadas, reimportação, substituição de dados, repetição idempotente nem uma forma de reverter uma importação concluída. Se houver possíveis correspondências ou dúvidas quanto à repetição, parar antes de Finish e esclarecer o comportamento de forma controlada no tenant autorizado.
Formato CSV e procedimento documentado
O limite é de 500 dispositivos por importação. A primeira linha é um cabeçalho e não é importada; os valores são separados por ponto e vírgula, não por vírgula. Cada linha tem de conter o número correto de pontos e vírgulas, mesmo quando os valores opcionais ficam vazios. A extensão do ficheiro é .csv e a codificação deve ser UTF-8 para importar corretamente caracteres não ingleses. O limite de 500 aplica-se a cada importação: não garante a quantidade abrangida pela licença nem que dividir um conjunto maior de dispositivos em vários lotes seja isento de riscos.
- No tenant onde se dispõe das permissões necessárias, abrir Devices > Add > Import devices e selecionar, através de Upload a file, o ficheiro preparado com base no Example CSV verificado. As entradas lidas são inicialmente apresentadas.
- Comparar a pré-visualização com o inventário aprovado. Segundo a Sophos, se os dados estiverem mal formatados ou forem inconsistentes, não é possível importar o ficheiro inteiro; as mensagens de erro aparecem junto das entradas afetadas. Corrigir o ficheiro e carregá-lo novamente. Isto não constitui uma garantia documentada de deteção de duplicados nem esclarece a existência de estados parciais após Finish.
- Clicar em Finish apenas após aprovar a pré-visualização e esclarecer as identidades e os grupos de destino. A Sophos indica que os dispositivos criados aparecem depois em Devices. Comparar aí as entradas esperadas com o inventário aprovado, em vez de considerar o clique ou a pré-visualização como prova de sucesso.
O registo e a configuração dos dispositivos ocorrem só depois, por um procedimento separado, adequado à edição e à plataforma. Em particular, no Mobile Threat Defense, a importação não confere permissões de MDM nem confirma a ativação da aplicação de proteção. Se o estado após Finish for incerto, não voltar a importar às cegas o mesmo ficheiro: verificar primeiro as entradas criadas e obter esclarecimento autorizado quanto às consequências de duplicados e correções. A eliminação de uma entrada de dispositivo não é aqui recomendada como forma segura de reverter a importação.
Condição antes da utilização em produção: Examinar o Example CSV atual no tenant autorizado, confirmar a edição e a permissão efetiva para importar e testar, num pequeno piloto aprovado, o comportamento perante duplicados, reimportação, erros e repetições. Este guia, verificado na documentação, não substitui uma autorização para importar uma frota em produção; as verificações do tenant e do piloto acima referidas têm de ser realizadas separadamente antes dessa utilização.