Recolher telemetria de rede com Sophos XDR Collector
Para OPNsense, pfSense, Netskope SSE e NetScaler ADC, o percurso documentado usa um Sophos XDR Data Collector. Primeiro implementar o collector, depois ligar a origem no formato syslog adequado e verificar a ingestão real. Um endereço syslog genérico não basta: a Sophos tem de interpretar corretamente formato e categoria.
Os dados netflow descritos exigem uma subscrição Sophos Next-Gen SIEM. Netskope e NetScaler também fornecem outros esquemas, que não têm todos a mesma nota SIEM na documentação. Para OPNsense e pfSense, o âmbito verificado são eventos de ligação firewall em netflow. SIEM e as bases das integrações explicam escolha e licenças.
Preparar collector e origens
O collector tem de estar aprovisionado para o tenant correto em Security Operations > Integrations > Data Collectors. O runbook do collector trata recursos, uplinks regionais, DNS, hora e diferenças para a antiga SVA e NDR. Um XDR Data Collector novo não assume automaticamente uma carga NDR existente.
Antes da mudança, registar percurso de logs anterior, novo destino, redes autorizadas e eventos pretendidos. Permitir syslog de entrada apenas dessas redes. Não substituir um percurso UDP documentado por TLS-syslog ou outro formato sem validar compatibilidade. UDP não confirma a entrega de cada mensagem; considerar perdas ao comparar origem e destino.
Escolher para cada piloto um evento inofensivo autorizado com hora e prova de origem. Um receiver configurado ou estado verde não prova receção de todas as categorias nem normalização. Validar separadamente comunicação, fluxo e conteúdo.
OPNsense: filterlog por UDP/514
O percurso OPNsense processa filterlog de ligações TCP, UDP e ICMP permitidas ou bloqueadas. Requer acesso administrativo e um collector acessível.
- Após deployment, abrir Remote Logging no OPNsense. A navegação depende da versão; os valores seguintes são os documentados pela Sophos.
- Ativar Enabled e escolher UDP(4) em Transport.
- Em Applications, escolher filter (filterlog). Em Levels, selecionar
info,notice,warn,error,critical,alerteemergency. Deixar Facilities vazio. - Em Hostname, introduzir o IP real do collector e em Port, 514. Desativar rfc5424. A Description documentada é
FilterLog; não confundir esse nome com outro formato. - Guardar e gerar um evento firewall inofensivo previsto. A regra de origem tem de o registar efetivamente. Confirmar hora, endereços e ação no OPNsense e depois no esquema Sophos netflow.
Se o registo faltar, verificar logging de origem, seleção filterlog, UDP/IPv4, IP, porta e RFC5424. Não desativar proteção para forçar um fluxo de teste.
pfSense: Firewall Events em formato BSD
pfSense também fornece filter logs TCP, UDP e ICMP. O formato documentado difere de outros logs pfSense; uma seleção syslog arbitrária não o substitui.
- Abrir Log Settings na administração pfSense.
- Em General Logging Options, escolher BSD (RFC 3164, default).
- Ativar Enable Remote Logging em Remote Logging Options.
- Em Source Address, escolher interface ou rede que alcance o collector. Definir IP Protocol como IPv4.
- Introduzir o IP real em Remote log servers e escolher Firewall Events em Remote Syslog Contents.
- Guardar, gerar um evento autorizado efetivamente registado e encontrá-lo em netflow no tenant correto. Ação e ligação têm de corresponder à origem.
Outra Source Address pode alterar routing e correspondência firewall. Na falta de dados, verificar primeiro a saída dessa interface, depois receiver e BSD. Outras categorias não ficam automaticamente abrangidas.
Netskope SSE: Cloud Log Shipper e CEF
Há duas etapas: Netskope Cloud Log Shipper consulta as API Netskope e encaminha CEF por syslog ao collector Sophos. Uma conta Netskope introduzida diretamente no collector não substitui o Shipper.
Podem chegar atividades web/cloud, malware, alertas de segurança/policy e administração, nomeadamente em http, antivirus, thirdpartyalert, nids e auth. Os eventos adicionais de ligação/túnel netflow exigem SIEM.
- Implementar um Cloud Log Shipper aprovado para o tenant Netskope. Configurar API e categorias segundo o procedimento Netskope correspondente. A Sophos não define permissões API universais.
- Escolher a saída Plugin: Syslog.
- Usar Syslog Defaults Mapping em Mapping. Preservar o percurso CEF documentado; um mapping personalizado pode alterar a normalização.
- Definir o IP real do XDR Data Collector como destino. Transporte e receiver têm de coincidir com a configuração aprovada; os requisitos UDP/514 de outros produtos não determinam uma porta Netskope universal.
- Escolher um evento adequado e confirmar a sua recolha pela API e envio pelo Shipper. Comparar depois esquema e campos na Sophos.
Se faltarem apenas ligações, verificar também categorias e entitlement SIEM. Um registo HTTP não prova todas as categorias Netskope. Separar falhas da consulta API e do envio syslog.
NetScaler ADC: auditoria com hora inequívoca
NetScaler ADC, anteriormente Citrix ADC, envia eventos web/Application Firewall (http), autenticações/sessões VPN (auth) e comandos administrativos (managementevent). Abertura e fecho TCP são netflow e exigem SIEM.
- Após deployment do collector, abrir Audit Logging para syslog no NetScaler. Ajustar servidor/policy à versão e âmbito; a fonte Sophos não documenta um comando CLI universal.
- Usar o IP do collector certo como destino e verificar o percurso autorizado.
- Definir data
MM/DD/YYYY.DD/MM/YYYYnão é suportado para ingestão correta. - Enviar horas dos eventos em UTC. Alterar depois a apresentação Sophos não corrige um timestamp de origem mal interpretado.
- Gerar alteração administrativa ou login aprovado no âmbito de auditoria. Comparar prova, hora, utilizador e ação com o esquema adequado. Netflow precisa do seu próprio teste de ligação.
Se um evento parecer ausente, comparar primeiro hora de origem e janela de pesquisa. Data ou fuso incorretos podem colocá-lo fora do intervalo. Verificar depois audit policy, categoria enviada, IP e rede.
Aceitação e remoção controlada
Documentar por origem pelo menos um evento reproduzível, origem, tenant, hora de ingestão e esquema. Comparar endereços, portas, ação e utilizador quando esperados e presentes. Ausência de detection ou case não significa necessariamente ausência de dados; é o registo real que conta.
Repetir a aceitação após alterar origem ou formato. CEF corretamente processado ontem não prova nada sobre mapping alterado hoje. Para diferenças horárias, verificar o relógio de origem em vez de desligar proteção.
Para retirar, parar a nova entrada Remote Logging ou saída Shipper dedicada e verificar o percurso anterior documentado. Manter collectors, identidades API e outras saídas partilhadas. Remover recursos exclusivamente dedicados apenas após rever dependências. Eliminar a integração não prova apagamento histórico nem recupera eventos perdidos.